O que acontece quando se deixa de tomar Ozempic?

Ultimamente, muito se fala sobre os efeitos e benefícios dos análogos de GLP-1, popularizados pelas “canetas” injetáveis para emagrecimento. Mas há uma lacuna incômoda na conversa: o que acontece quando o tratamento é interrompido? E mais, existe uma forma segura e estratégica de realizar essa transição? A “resposta curta” é sim. Por outro lado, a “resposta longa” é um tanto mais complexa do que as pessoas imaginam. O contexto atual Nos Estados Unidos, quase 18% dos adultos já usaram algum tipo de análogo de GLP-1 para controlar o peso ou tratar diabetes tipo 2. O problema é que estudos — como este publicado no British Medical Journal — mostram que quem para com esses medicamentos tem uma taxa de reganho 4x maior do que quem emagrece com mudanças de estilo de vida. Em números: pessoas que perderam 14,5 quilos recuperam, em média, cerca de 9,5 em apenas um ano e meio após interromper o uso. Além do peso, os benefícios para pressão arterial, glicemia e colesterol também tendem a diminuir com o tempo. A explicação Os análogos de GLP-1 atuam no cérebro, no pâncreas e no trato gastrointestinal, reduzindo o apetite, melhorando a ação da insulina e promovendo um balanço energético negativo. 🩺 Quando o medicamento é interrompido, esses efeitos desaparecem, o apetite retorna, o gasto energético cai e o organismo tende a recuperar o peso perdido. Esse reganho de peso desencadeia mecanismos metabólicos associados à obesidade, como resistência à insulina, retenção de sódio, inflamação crônica e piora do perfil lipídico. Por isso, pressão arterial, glicemia e colesterol sobem novamente, mostrando que, para muitos pacientes, o tratamento é contínuo, não temporário. O que extrair disso? A principal lição é que os análogos de GLP-1 não são atalhos estéticos, mas ferramentas terapêuticas voltadas ao controle de uma doença complexa e crônica. Parar o uso exige planejamento, acompanhamento médico e, idealmente, uma estratégia que combine nutrição, exercício e apoio psicológico. A boa notícia? Quando bem conduzida, a transição é possível — e pode até ser o começo de uma nova fase, mais autônoma e sustentável no cuidado com o corpo e a saúde. fonte: https://healthtimes

CCT receberá a pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio em audiência pública

Reconhecida por sua pesquisa sobre recuperação de movimentos em pessoas com lesão medular, a professora Tatiana Coelho de Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), será recebida em audiência pública da Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT). O requerimento do convite foi aprovado nesta quarta-feira (4). Segundo o requerimento (REQ 1/2026 – CCT) do senador Carlos Portinho (PL-RJ), a cientista tem uma longa dedicação à pesquisa da polilaminina, substância que mostrou resultados favoráveis quando aplicada em casos de lesão medular. O senador acrescenta que a pesquisa, atualmente em fase de avaliação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), enfrenta sérios entraves estruturais. “A burocracia excessiva, a lentidão nos processos regulatórios, o subfinanciamento das universidades públicas, as limitações legais para uso compassivo do medicamento e as dificuldades inerentes à interlocução entre a ciência, setor produtivo e Estado”, lamentou. Ao ler o requerimento de Portinho, o senador Flávio Arns (PSB-PR) saudou a conquista da pesquisadora e acrescentou a demanda do reitor da UFRJ, Roberto Medronho, por “recursos perenes” para a área de ciência e tecnologia. — A audiência pública seria para ela colocar o andamento da pesquisa, os desafios da pesquisa, e para colocarmos também o holofote sobre uma referência nacional e internacional nessa área. Também o senador Izalci Lucas (PL-DF) alertou para a importância do requerimento. — Muitos pesquisadores estão com dificuldade de tocar sua pesquisa em termos econômicos, muitos deles bancando com o próprio bolso a pesquisa. Então, é triste isso no país. Ilha da Trindade Outro requerimento aprovado (REQ 51/2025 – CCT) promove audiência pública sobre o projeto Expedição Arqueológica Ilha da Trindade. O requerimento de Flávio Arns menciona estudo sobre o último capitão pirata do século 19, conhecido como Pirata Zulmiro, que teria se estabelecido em Curitiba e deixado documentos e indícios materiais. Ele destaca o “elevado potencial de contribuição educacional, científica e social” do projeto de pesquisa. Radiodifusão A CCT ainda aprovou oito projetos que outorgam ou renovam autorizações de serviços de radiodifusão. A lista de projetos aprovados está no resultado da reunião. Fonte: Agência Senado

Oposição a Contribuição Assistencial – Unimed 2026

Está aberto o prazo para oposição à contribuição assistencial da Convenção Coletiva 2026. 🗓 Prazo: De 10 à 24 de Fevereiro de 2026 📌 Como fazer?Basta acessar nosso site, preencher o formulário e seguir as instruções: 🔗 Veja mais no site: https://sinsauderiopreto.org.br/acordos-e-convencoes 📩 O protocolo da oposição será enviado automaticamente para o e-mail informado no preenchimento. Para validar sua oposição, o protocolo deverá ser encaminhado ao departamento pessoal da empresa. ⚠ Importante: Associados ao sindicato NÃO sofrem desconto da contribuição assistencial.

Proposta Aprovada Unimed Rio Preto e Votuporanga 2026-2027

Aumento Salarial 2026 – Proposta de Pauta APROVADA! A proposta de Acordo Coletivo de Trabalho para os trabalhadores da Unimed de Rio Preto e Votuporanga, foi aprovada pelos trabalhadores com 69,8% dos votos. Agora, a minuta segue para assinatura e, em breve, estará disponível no nosso site. Seguimos firmes na luta por melhores condições para os trabalhadores da saúde! Contato SinSaúde Rio Preto: Telefone: (17) 3211-2525 ou WhatsApp: (17) 99794-8476 Horário de atendimento: Segunda a Sexta-feira Manhã: 08h às 11h30 Tarde: 12h30 às 17h Endereço: Rua Imperial, 843, Vila Imperial.

Assembleia Aumento Salarial 2026-2027 Unimed

ASSEMBLÉIA EXTRAORDINÁRIA ESPECÍFICA DOS TRABALHADORES DA UNIMED SÃO JOSÉ DO RIO PRETO COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO DO COMPLEXO DE SAÚDE (PRONTO ATENDIMENTO) EM SÃO JOSÉ DO RIO PRETO E DO HOSPITAL EM VOTUPORANGA, À SER REALIZADA NA FORMA VIRTUAL O Presidente do SINDICATO DOS AUXILIARES E TÉCNICOS DE ENFERMAGEM E EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO – SINSAÚDE RIO PRETO, no uso de suas atribuições legais e estatutárias (art. 13º, § 2º, I), resolve convocar todos os trabalhadores da UNIMED SÃO JOSÉ DO RIO PRETO COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO DO COMPLEXO DE SAÚDE (PRONTO ATENDIMENTO) EM SÃO JOSÉ DO RIO PRETO E DO HOSPITAL EM VOTUPORANGA, inscrita no CNPJ sob o nº 45.100.138/0003-62, estabelecida na Avenida Bady Bassitt, nº 4.870, Jardim Alto Rio Preto, São José do Rio Preto/SP, CEP 15025-000, integrantes da categoria, associados ou não ao Sindicato, para reunirem-se em Assembleia Extraordinária Específica (que ocorrerá mediante a utilização de meios virtuais), a realizar-se nos dias 26 e 27.01.2026, com início às 10:00 (dez) horas em primeira convocação, ou em segunda convocação meia hora após. A Assembleia será transmitida pela internet, com participação direta dos representados, via site oficial do Sindicato, ocorrendo também a gravação simultânea seguida da divulgação da gravação para ampliação do acesso aos representados, que se estenderá até o término do período de votação. A votação estará disponível por escrutínio secreto em sistema digital que será disponibilizado pelo Sindicato mediante o respectivo cadastro, com a seguinte pauta de discussão e deliberação sobre as providências necessárias para dar curso às negociações visando a celebração de acordos coletivos de trabalho 2026, para viger de 1º.01.2026 a 31.12.2026: A) Deliberação pela Assembleia, de aceitação dos termos do presente Edital e das providências tomadas para a realização da presente Assembleia Extraordinária Específica na forma virtual; B) Apreciação, deliberação e votação da proposta de acordo coletivo de trabalho 2026 oferecida pela empresa; C) Autorização e outorga de poderes para que o Sindicato celebre Acordos Coletivos de Trabalho Específicos e Aditivos; D) Fixação da contribuição assistencial, forma de pagamento, direito de oposição e autorização para que a empresa proceda ao desconto em folha de pagamento e repasse ao Sindicato; Nos termos do art. 13º, §8º, do Estatuto, a votação por escrutínio secreto, de maneira virtual, com efetivo registro da assinatura digital do participante, para fins de ampliação da participação dos interessados terá continuidade até às 24:00h do dia 26 de janeiro. Após, a Assembleia prosseguirá para que seja realizada a apuração do resultado da votação, o qual será divulgado pelo Sindicato na Ata respectiva e site oficial. O EXERCÍCIO DO VOTO POR MEIO VIRTUAL (A DISTÂNCIA), se dará nos termos deste edital e de conformidade com as disposições que seguem: São José do Rio Preto, 23 de janeiro de 2.026. Reinaldo Dalur de Souza Diretor Presidente

SUS vai vacinar profissionais de saúde contra dengue em fevereiro

Vacina será a de dose única desenvolvida pelo Instituto Butantan O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou neste domingo (18) que cerca de 1,1 milhão de profissionais que atuam na atenção primária à saúde de todo o país poderão ser imunizados, a partir de 9 de fevereiro, com a vacina Butantan-DV, com tecnologia 100% nacional, desenvolvida pelo Instituto Butantan. O imunizante contra a arbovirose é o primeiro de dose única do mundo. “São aqueles profissionais que atuam nas unidades básicas de saúde, que visitam as famílias, são os primeiros profissionais a receber quem tem sinal e sintoma de dengue”, anunciou o ministro da Saúde. “Os primeiros cuidados são feitos pelos médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, agentes comunitários de saúde, profissionais e equipes multifuncionais que estão cadastrados nas unidades básicas de saúde”, complementou. O ministro explicou que a vacinação deste público será possível com a chegada de mais doses da Butantan-DV. O Instituto Butantan deve produzir e entregar até 31 de janeiro cerca de 1,1 milhão de doses adicionais desta vacina nacional contra a dengue, para garantir a imunização dos profissionais que atuam na linha de frente do Sistema Único de Saúde (SUS). Os anticorpos da Butantan-DV oferecem proteção contra os quatro sorotipos do vírus da dengue. Os estudos clínicos indicam eficácia global de 74% da vacina brasileira, com redução de 91% dos casos graves e 100% de proteção contra hospitalização pela doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Produção de mais doses O governo federal quer ampliar gradualmente a vacinação em dose única para todo o país, para pessoas de 15 a 59 anos, o que depende da disponibilidade de novas unidades da vacina Butantan-DV, que foram encomendadas no mês passado pelo Ministério da Saúde. Para acelerar a fabricação em larga escala do imunizante, o ministro divulgou que o Instituto Butantan firmou uma parceria de transferência de tecnologia à empresa WuXi Vaccines, da China. Com a parceria, a expectativa do Ministério da Saúde é que a produção chinesa da vacina com tecnologia brasileira seja ampliada em até 30 vezes. “Eles [diretores da WuXi Vaccines] se comprometeram com um cronograma de produção e de entrega. Nossa expectativa é de termos, neste ano ainda, em torno de 25 a 30 milhões de doses [da vacina Butantan-DV]”, estimou o ministro da Saúde. O titular da pasta prevê que à medida que cheguem as novas doses importadas, o próximo passo do governo brasileiro será realizar a vacinação nacional do público de 15 a 59 anos, começando pela população mais velha (59 anos) e avançando até o público mais jovem (15 anos). “Na medida que a gente começa a ter uma grande produção, isso vai entrar no calendário oficial [de vacinação] de forma permanente”, projeta o ministro. Para acompanhar a produção das doses da vacina desenvolvida pelo Butantã, em março deste ano, técnicos do Ministério da Saúde devem viajar à China. “A gente quer ver essas doses de vacinas o mais rápido possível aqui do Brasil”. Alexandre Padilha explicou também que o Instituto Butantan já tem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para fazer a avaliação da vacina Butantan-DV no público com mais de 60 anos e já começou o recrutamento de voluntários deste público. “Nós estamos otimistas que também seja uma vacina segura para quem tem mais de 60 anos de idade, o que vai ser muito importante para o combate à dengue”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A declaração foi dada pelo ministro em Botucatu (SP), no início da campanha de vacinação em massa da população de 15 a 59 anos deste município. A iniciativa piloto ocorre também nas cidades de Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), desde o último sábado (17). O objetivo é avaliar o impacto da imunização com o novo imunizante. “Não tenho dúvida nenhuma que essa vacina 100% do Butantan pode ser uma grande arma internacional para combater a dengue em outros países no mundo”, disse Alexandre Padilha. QDenga em todo o país Para o público de 10 a 14 anos, o SUS oferece gratuitamente o imunizante internacional QDenga, com esquema vacinal de duas doses.  O Ministério da Saúde afirma que o Brasil é o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante no sistema público de saúde. Neste domingo (18), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha anunciou a ampliação para todo o país da aplicação da vacina japonesa para esta mesma faixa etária. A expansão ocorre a partir da aquisição de mais estoques da farmacêutica japonesa Takeda. “A gente comprou 9 milhões de doses, para 2026; mais 9 milhões de doses, para 2027. Ao todo 18 milhões [de doses]. O que permite que a gente possa distribuí-la em todos os municípios brasileiros.” Aprovada em 2023 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a QDenga foi inicialmente disponibilizada em 2024 às crianças e adolescentes de 2,1 mil municípios considerados prioritários pelo governo do Brasil. Com o aumento dos estoques, a vacinação da QDenga será feita em unidades básicas de saúde (UBS) do SUS dos mais de 5,5 mil municípios brasileiros, exclusivamente ao público de 10 a 14 anos. O ministro contabiliza que foram distribuídos e aplicados no Brasil, em 2024 e 2025, cerca de 10 milhões de doses da QDenga para o público infanto-juvenil. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/

Atenção Trabalhadores do CANSAGRA e UNIMED: participe da votação da pauta salarial 2026/2027

O SINSAÚDE está construindo a pauta das negociações do aumento salarial dos trabalhadores do CONSAGRA (Santa Fé do Sul), Unimed Rio Preto, Unimed Votuporanga e Unimed Fernandópolis para 2026/2027 e a sua participação é essencial. Abrimos uma pesquisa rápida para ouvir a categoria e entender, com clareza, quais pontos precisam ser prioridade na negociação. Leva menos de 2 minutos para responder. É simples: Sua sugestão vira pauta. Quanto mais trabalhadores participarem, mais forte e alinhada com a realidade será a pauta apresentada na mesa de negociação. Participe! Sua voz define a pauta do aumento salarial 2026/2027. ✅ Clique aqui ou no link abaixo para acessar o formulário, responda e, ao final, clique em ENVIAR. Acesse e vote: Formulário de pauta para as negociações de aumento salarial 2026/2027

Dia Internacional de Luta das Pessoas com Deficiência: por que essa data exige atitude o ano todo

O Dia Internacional de Luta das Pessoas com Deficiência, celebrado em 3 de dezembro, é muito mais do que uma data no calendário. Criado pela ONU em 1992, ele reforça a importância de garantir direitos, acessibilidade e participação plena das pessoas com deficiência em todas as esferas da sociedade. Mais do que campanhas pontuais, essa é uma oportunidade de olhar para o capacitismo — o preconceito e a discriminação contra pessoas com deficiência — e questionar atitudes, espaços e políticas públicas que ainda excluem. O que é o Dia Internacional de Luta das Pessoas com Deficiência? O Dia Internacional de Luta das Pessoas com Deficiência é uma data instituída pela Organização das Nações Unidas para promover a conscientização sobre os direitos e a inclusão das pessoas com deficiência. Ele é celebrado todos os anos em 3 de dezembro e está alinhado a tratados internacionais de direitos humanos e a agendas globais, como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que reforçam o princípio de “não deixar ninguém para trás”. No Brasil, essa pauta se conecta diretamente com o Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei Brasileira de Inclusão, Lei 13.146/2015), que estabelece deveres do poder público, da sociedade e da família na garantia de acessibilidade, autonomia e participação social. Por que “luta” e não apenas “dia da pessoa com deficiência”? O uso da palavra “luta” não é por acaso. Ele lembra que pessoas com deficiência ainda enfrentam: Falar em “luta” é reconhecer que a inclusão não é um favor: é um direito garantido por lei e um compromisso ético de toda a sociedade. Capacitismo: o preconceito que muitas vezes passa despercebido Capacitismo é a discriminação e o preconceito contra pessoas com deficiência, muitas vezes baseado na ideia de que há um “corpo padrão” ou uma “forma correta” de ser e existir. Ele aparece em frases como “nossa, você é um exemplo de superação” para tarefas cotidianas, em piadas com deficiência, na exclusão de processos seletivos ou até na falta de acessibilidade mínima em espaços públicos e privados. Combater o capacitismo envolve: Como transformar a data em ações concretas Mais do que posts em redes sociais no dia 3 de dezembro, a luta por direitos deve se traduzir em atitudes práticas ao longo de todo o ano. Algumas formas de contribuir: 1. Rever espaços e serviços 2. Promover informação e formação 3. Dar protagonismo às pessoas com deficiência A luta é coletiva O Dia Internacional de Luta das Pessoas com Deficiência lembra que essa agenda não é “tema de nicho”, mas uma questão de direitos humanos. Quando a sociedade se organiza para eliminar barreiras, avança não só para um grupo específico, mas para todas as pessoas. Mais do que comemorar a data, o convite é: como você, sua instituição ou seu negócio podem ser agentes ativos nessa transformação?

Dia Mundial de Luta contra a Aids: por que 1º de dezembro ainda importa tanto

O Dia Mundial de Luta contra a Aids, celebrado em 1º de dezembro desde 1988, é uma das principais datas globais de mobilização em saúde. Mais do que uma lembrança simbólica, é um chamado anual para olhar de frente para o HIV, combater o preconceito e reforçar o compromisso com a prevenção, o diagnóstico e o tratamento acessíveis a todas as pessoas. Ao longo dos anos, a data ganhou temas que ajudam a guiar campanhas e debates. Em 2024, o lema global foi “Take the rights path” (Siga o caminho dos direitos), reforçando que só será possível acabar com a Aids como ameaça à saúde pública se os direitos humanos forem respeitados e protegidos. Já em 2025, a OMS destaca a necessidade de “superar a desorganização e transformar a resposta à Aids”, frente a cortes de financiamento e desigualdades que ameaçam os avanços conquistados. Os números mostram por que essa mobilização ainda é urgente. Em 2024, cerca de 40,8 milhões de pessoas viviam com HIV no mundo. No mesmo ano, aproximadamente 1,3 milhão de pessoas foram infectadas e cerca de 630 mil morreram por doenças relacionadas à Aids. Apesar da enorme evolução dos tratamentos, a epidemia está longe de ter acabado – e ainda é marcada por desigualdade: mulheres e meninas representam mais da metade das pessoas vivendo com HIV. Se por um lado a ciência avançou, por outro o contexto global traz novos desafios. Relatórios recentes da ONU alertam para cortes significativos em programas de prevenção, testagem e tratamento em vários países, o que ameaça metas como acabar com a Aids como problema de saúde pública até 2030. Sem financiamento adequado, milhões podem perder acesso a serviços essenciais, como profilaxia pré-exposição (PrEP), preservativos, testagem rápida e acompanhamento contínuo. No Brasil e no mundo, o estigma ainda é um dos maiores obstáculos. Muitas pessoas deixam de fazer o teste por medo do julgamento da família, de colegas de trabalho ou até de profissionais de saúde. Esse atraso no diagnóstico piora a qualidade de vida, aumenta o risco de transmissão e alimenta um ciclo silencioso de desinformação. Combater o preconceito é tão importante quanto distribuir medicamentos — e o Dia Mundial de Luta contra a Aids é um palco estratégico para esse debate. Também é fundamental lembrar que viver com HIV hoje não é o mesmo que há 30 ou 40 anos. Com o tratamento adequado, é possível ter qualidade de vida, envelhecer, trabalhar, estudar, amar e planejar o futuro. Pessoas que seguem o tratamento podem atingir a chamada carga viral indetectável, o que significa que o vírus não é encontrado nos exames e não é transmitido por via sexual (o princípio “Indetectável = Intransmissível”, ou I=I). Essa informação, quando divulgada corretamente, reduz medos e preconceitos e fortalece a adesão ao cuidado. A prevenção hoje é combinada: vai muito além do preservativo. Inclui testagem regular, a profilaxia pré-exposição (PrEP), a profilaxia pós-exposição (PEP), o tratamento das pessoas que já vivem com HIV, o acesso à informação de qualidade e políticas que garantam direitos, acolhimento e proteção às populações mais vulneráveis. Em outras palavras, prevenir HIV não é só uma questão individual, mas também social e política. Nesse cenário, comunidades e organizações da sociedade civil têm papel decisivo. Foram elas que, desde o início da epidemia, pressionaram por medicamentos, lutaram contra o estigma e criaram redes de apoio. Até hoje, grupos de pessoas vivendo com HIV, coletivos LGBTI+, movimentos de mulheres, juventudes e organizações comunitárias são protagonistas na construção de estratégias que funcionam na prática, falando a linguagem das pessoas e chegando onde o Estado muitas vezes não chega. O Dia Mundial de Luta contra a Aids, portanto, não é apenas uma data de lembrança: é um convite à ação. É o momento de reforçar campanhas de testagem, ampliar o diálogo em escolas, empresas e serviços de saúde, lembrar das vidas perdidas e, ao mesmo tempo, celebrar cada conquista da ciência, da política e dos movimentos sociais. Cada 1º de dezembro é um lembrete de que a Aids não acabou — mas também de que sabemos o caminho para vencê-la: direitos humanos, financiamento adequado, ciência, informação e respeito. Ao olhar para frente, a mensagem central é clara: ninguém pode ficar para trás. Garantir acesso universal à prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento, com acolhimento e sem discriminação, é a única forma de transformar números em vidas protegidas. O mundo já mostrou que é possível reduzir infecções e mortes. Agora, o desafio é não perder o ritmo — e o Dia Mundial de Luta contra a Aids segue sendo um ponto de partida, ano após ano, para renovar esse compromisso coletivo.

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

O Presidente do SINDICATO DOS AUXILIARES E TÉCNICOS DE ENFERMAGEM E EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO – SINSAÚDE RIO PRETO, no uso de suas atribuições legais e estatutárias (Artigo 13º, § 2º, I e § 5º, do Estatuto) e por meio do presente edital, CONSIDERANDO a previsão do art. 8º, III e art. 9º, ambos da Constituição Federal; CONSIDERANDO o resultado infrutífero do procedimento de mediação realizado perante o Ministério Público do Trabalho da 15ª Região – MPT15; CONSIDERANDO o esgotamento, por parte deste Sindicato laboral, de todas as tentativas de conversação e negociação junto à empresa – as quais envolveram reuniões, tentativa de mediação e demais instrumentos utilizados -; CONSIDERANDO que, face ao reiterado interesse dos trabalhadores e do Sindicato na solução dos litígios, a empresa respondeu com a demissão de vários trabalhadores envolvidos na mobilização, em clara retaliação ao movimento reivindicatório e evidente ataque à liberdade sindical e ao direito de organização de todos os funcionários da empresa; CONVOCA todos os profissionais integrantes da categoria, associados ou não ao Sindicato, empregados pelo H. B. Saúde Prestação de Serviços Médicos Ltda., situado na Avenida Anísio Haddad, nº 7195, Bairro Universitário, CEP 15090-365, São José do Rio Preto/SP, CNPJ 07.179.361/0031-01, para reunirem-se em Assembleia Geral Extraordinária a realizar-se às 17h30 do dia 02 de dezembro de 2025, caso se verifique o quórum de instalação de metade mais um dos empregados ou em segunda convocação meia hora após, às 18h00, com qualquer número de presentes, conforme Art. 12 do Estatuto Social, na sede do Sindicato, sito na Rua Imperial, nº 843, Vila Imperial, São José do Rio Preto/SP, para discutir e deliberar sobre a seguinte ordem do dia: 1) Apresentação e discussão sobre as condições de trabalho e as negociações realizadas com o H. B. Saúde Prestação de Serviços Médicos Ltda.; 2) Apresentação e discussão sobre a situação dos trabalhadores demitidos em retaliação ao movimento reivindicatório; 3) Deliberação sobre a deflagração de greve, conforme Lei nº 7.783/1989; 4) Discussão sobre a manutenção dos serviços essenciais, com formação de escala mínima de atendimento, em consonância com as exigências legais; 5) Eleição de representantes para compor a comissão de greve composta por três membros, em caso de sua aprovação; 6) Outros assuntos de interesse da categoria relacionados às deliberações supracitadas. O presente edital está sendo divulgado conforme os preceitos legais e estatutários, assegurando o direito pleno de participação a todos os trabalhadores convocados. São José do Rio Preto, 29 de novembro de 2025. Reinaldo Dalur de Souza Diretor Presidente

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