O que acontece quando se deixa de tomar Ozempic?

Ultimamente, muito se fala sobre os efeitos e benefícios dos análogos de GLP-1, popularizados pelas “canetas” injetáveis para emagrecimento. Mas há uma lacuna incômoda na conversa: o que acontece quando o tratamento é interrompido? E mais, existe uma forma segura e estratégica de realizar essa transição? A “resposta curta” é sim. Por outro lado, a “resposta longa” é um tanto mais complexa do que as pessoas imaginam. O contexto atual Nos Estados Unidos, quase 18% dos adultos já usaram algum tipo de análogo de GLP-1 para controlar o peso ou tratar diabetes tipo 2. O problema é que estudos — como este publicado no British Medical Journal — mostram que quem para com esses medicamentos tem uma taxa de reganho 4x maior do que quem emagrece com mudanças de estilo de vida. Em números: pessoas que perderam 14,5 quilos recuperam, em média, cerca de 9,5 em apenas um ano e meio após interromper o uso. Além do peso, os benefícios para pressão arterial, glicemia e colesterol também tendem a diminuir com o tempo. A explicação Os análogos de GLP-1 atuam no cérebro, no pâncreas e no trato gastrointestinal, reduzindo o apetite, melhorando a ação da insulina e promovendo um balanço energético negativo. 🩺 Quando o medicamento é interrompido, esses efeitos desaparecem, o apetite retorna, o gasto energético cai e o organismo tende a recuperar o peso perdido. Esse reganho de peso desencadeia mecanismos metabólicos associados à obesidade, como resistência à insulina, retenção de sódio, inflamação crônica e piora do perfil lipídico. Por isso, pressão arterial, glicemia e colesterol sobem novamente, mostrando que, para muitos pacientes, o tratamento é contínuo, não temporário. O que extrair disso? A principal lição é que os análogos de GLP-1 não são atalhos estéticos, mas ferramentas terapêuticas voltadas ao controle de uma doença complexa e crônica. Parar o uso exige planejamento, acompanhamento médico e, idealmente, uma estratégia que combine nutrição, exercício e apoio psicológico. A boa notícia? Quando bem conduzida, a transição é possível — e pode até ser o começo de uma nova fase, mais autônoma e sustentável no cuidado com o corpo e a saúde. fonte: https://healthtimes

CCT receberá a pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio em audiência pública

Reconhecida por sua pesquisa sobre recuperação de movimentos em pessoas com lesão medular, a professora Tatiana Coelho de Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), será recebida em audiência pública da Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT). O requerimento do convite foi aprovado nesta quarta-feira (4). Segundo o requerimento (REQ 1/2026 – CCT) do senador Carlos Portinho (PL-RJ), a cientista tem uma longa dedicação à pesquisa da polilaminina, substância que mostrou resultados favoráveis quando aplicada em casos de lesão medular. O senador acrescenta que a pesquisa, atualmente em fase de avaliação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), enfrenta sérios entraves estruturais. “A burocracia excessiva, a lentidão nos processos regulatórios, o subfinanciamento das universidades públicas, as limitações legais para uso compassivo do medicamento e as dificuldades inerentes à interlocução entre a ciência, setor produtivo e Estado”, lamentou. Ao ler o requerimento de Portinho, o senador Flávio Arns (PSB-PR) saudou a conquista da pesquisadora e acrescentou a demanda do reitor da UFRJ, Roberto Medronho, por “recursos perenes” para a área de ciência e tecnologia. — A audiência pública seria para ela colocar o andamento da pesquisa, os desafios da pesquisa, e para colocarmos também o holofote sobre uma referência nacional e internacional nessa área. Também o senador Izalci Lucas (PL-DF) alertou para a importância do requerimento. — Muitos pesquisadores estão com dificuldade de tocar sua pesquisa em termos econômicos, muitos deles bancando com o próprio bolso a pesquisa. Então, é triste isso no país. Ilha da Trindade Outro requerimento aprovado (REQ 51/2025 – CCT) promove audiência pública sobre o projeto Expedição Arqueológica Ilha da Trindade. O requerimento de Flávio Arns menciona estudo sobre o último capitão pirata do século 19, conhecido como Pirata Zulmiro, que teria se estabelecido em Curitiba e deixado documentos e indícios materiais. Ele destaca o “elevado potencial de contribuição educacional, científica e social” do projeto de pesquisa. Radiodifusão A CCT ainda aprovou oito projetos que outorgam ou renovam autorizações de serviços de radiodifusão. A lista de projetos aprovados está no resultado da reunião. Fonte: Agência Senado

SUS vai vacinar profissionais de saúde contra dengue em fevereiro

Vacina será a de dose única desenvolvida pelo Instituto Butantan O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou neste domingo (18) que cerca de 1,1 milhão de profissionais que atuam na atenção primária à saúde de todo o país poderão ser imunizados, a partir de 9 de fevereiro, com a vacina Butantan-DV, com tecnologia 100% nacional, desenvolvida pelo Instituto Butantan. O imunizante contra a arbovirose é o primeiro de dose única do mundo. “São aqueles profissionais que atuam nas unidades básicas de saúde, que visitam as famílias, são os primeiros profissionais a receber quem tem sinal e sintoma de dengue”, anunciou o ministro da Saúde. “Os primeiros cuidados são feitos pelos médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, agentes comunitários de saúde, profissionais e equipes multifuncionais que estão cadastrados nas unidades básicas de saúde”, complementou. O ministro explicou que a vacinação deste público será possível com a chegada de mais doses da Butantan-DV. O Instituto Butantan deve produzir e entregar até 31 de janeiro cerca de 1,1 milhão de doses adicionais desta vacina nacional contra a dengue, para garantir a imunização dos profissionais que atuam na linha de frente do Sistema Único de Saúde (SUS). Os anticorpos da Butantan-DV oferecem proteção contra os quatro sorotipos do vírus da dengue. Os estudos clínicos indicam eficácia global de 74% da vacina brasileira, com redução de 91% dos casos graves e 100% de proteção contra hospitalização pela doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Produção de mais doses O governo federal quer ampliar gradualmente a vacinação em dose única para todo o país, para pessoas de 15 a 59 anos, o que depende da disponibilidade de novas unidades da vacina Butantan-DV, que foram encomendadas no mês passado pelo Ministério da Saúde. Para acelerar a fabricação em larga escala do imunizante, o ministro divulgou que o Instituto Butantan firmou uma parceria de transferência de tecnologia à empresa WuXi Vaccines, da China. Com a parceria, a expectativa do Ministério da Saúde é que a produção chinesa da vacina com tecnologia brasileira seja ampliada em até 30 vezes. “Eles [diretores da WuXi Vaccines] se comprometeram com um cronograma de produção e de entrega. Nossa expectativa é de termos, neste ano ainda, em torno de 25 a 30 milhões de doses [da vacina Butantan-DV]”, estimou o ministro da Saúde. O titular da pasta prevê que à medida que cheguem as novas doses importadas, o próximo passo do governo brasileiro será realizar a vacinação nacional do público de 15 a 59 anos, começando pela população mais velha (59 anos) e avançando até o público mais jovem (15 anos). “Na medida que a gente começa a ter uma grande produção, isso vai entrar no calendário oficial [de vacinação] de forma permanente”, projeta o ministro. Para acompanhar a produção das doses da vacina desenvolvida pelo Butantã, em março deste ano, técnicos do Ministério da Saúde devem viajar à China. “A gente quer ver essas doses de vacinas o mais rápido possível aqui do Brasil”. Alexandre Padilha explicou também que o Instituto Butantan já tem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para fazer a avaliação da vacina Butantan-DV no público com mais de 60 anos e já começou o recrutamento de voluntários deste público. “Nós estamos otimistas que também seja uma vacina segura para quem tem mais de 60 anos de idade, o que vai ser muito importante para o combate à dengue”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A declaração foi dada pelo ministro em Botucatu (SP), no início da campanha de vacinação em massa da população de 15 a 59 anos deste município. A iniciativa piloto ocorre também nas cidades de Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), desde o último sábado (17). O objetivo é avaliar o impacto da imunização com o novo imunizante. “Não tenho dúvida nenhuma que essa vacina 100% do Butantan pode ser uma grande arma internacional para combater a dengue em outros países no mundo”, disse Alexandre Padilha. QDenga em todo o país Para o público de 10 a 14 anos, o SUS oferece gratuitamente o imunizante internacional QDenga, com esquema vacinal de duas doses.  O Ministério da Saúde afirma que o Brasil é o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante no sistema público de saúde. Neste domingo (18), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha anunciou a ampliação para todo o país da aplicação da vacina japonesa para esta mesma faixa etária. A expansão ocorre a partir da aquisição de mais estoques da farmacêutica japonesa Takeda. “A gente comprou 9 milhões de doses, para 2026; mais 9 milhões de doses, para 2027. Ao todo 18 milhões [de doses]. O que permite que a gente possa distribuí-la em todos os municípios brasileiros.” Aprovada em 2023 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a QDenga foi inicialmente disponibilizada em 2024 às crianças e adolescentes de 2,1 mil municípios considerados prioritários pelo governo do Brasil. Com o aumento dos estoques, a vacinação da QDenga será feita em unidades básicas de saúde (UBS) do SUS dos mais de 5,5 mil municípios brasileiros, exclusivamente ao público de 10 a 14 anos. O ministro contabiliza que foram distribuídos e aplicados no Brasil, em 2024 e 2025, cerca de 10 milhões de doses da QDenga para o público infanto-juvenil. Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/

Congresso derruba vetos e teste toxicológico será obrigado para 1ª CNH

O Congresso Nacional derrubou nesta quinta-feira (4) o veto a quatro dispositivos da Lei 15.153, de 2025, que alterou normas do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) sobre habilitação e transferência de veículos. Com a rejeição aos vetos, condutores das categorias A e B (para motos e carros) serão obrigados a apresentar exame toxicológico negativo para obter a primeira habilitação.  O exame toxicológico já era obrigatório para motoristas das categorias C, D e E, que dirigem veículos de carga e transporte coletivo.  Também passa a vigorar a norma que autoriza clínicas médicas de exame de aptidão física e mental a atuar como postos de coleta laboratorial para exames toxicológicos.   Foi mantido o veto à proibição de empresas do setor automotivo de fornecer plataformas de assinatura eletrônica. Os trechos dos vetos derrubados seguem para promulgação. A lei deriva do PL 3.965/2021, da Câmara dos Deputados, que os senadores aprovaram em dezembro de 2024. O texto permite o uso de recursos de multas no custeio da habilitação de condutores de baixa renda, cria regras para transferência eletrônica de veículos e ajusta a exigência de exame toxicológico para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A Lei 15.153, de 2025, passa a valer na data de sua publicação. Deputados e senadores decidiram derrubar o veto à cláusula de vigência imediata, que o Ministério dos Transportes considerou inadequado para garantir a implementação das mudanças no Código de Trânsito. Sem o veto, a lei teria seguido o prazo padrão de 45 dias após a publicação oficial, conforme previsto na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB).  Fonte: Agência Senado

Dia Internacional de Luta das Pessoas com Deficiência: por que essa data exige atitude o ano todo

O Dia Internacional de Luta das Pessoas com Deficiência, celebrado em 3 de dezembro, é muito mais do que uma data no calendário. Criado pela ONU em 1992, ele reforça a importância de garantir direitos, acessibilidade e participação plena das pessoas com deficiência em todas as esferas da sociedade. Mais do que campanhas pontuais, essa é uma oportunidade de olhar para o capacitismo — o preconceito e a discriminação contra pessoas com deficiência — e questionar atitudes, espaços e políticas públicas que ainda excluem. O que é o Dia Internacional de Luta das Pessoas com Deficiência? O Dia Internacional de Luta das Pessoas com Deficiência é uma data instituída pela Organização das Nações Unidas para promover a conscientização sobre os direitos e a inclusão das pessoas com deficiência. Ele é celebrado todos os anos em 3 de dezembro e está alinhado a tratados internacionais de direitos humanos e a agendas globais, como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que reforçam o princípio de “não deixar ninguém para trás”. No Brasil, essa pauta se conecta diretamente com o Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei Brasileira de Inclusão, Lei 13.146/2015), que estabelece deveres do poder público, da sociedade e da família na garantia de acessibilidade, autonomia e participação social. Por que “luta” e não apenas “dia da pessoa com deficiência”? O uso da palavra “luta” não é por acaso. Ele lembra que pessoas com deficiência ainda enfrentam: Falar em “luta” é reconhecer que a inclusão não é um favor: é um direito garantido por lei e um compromisso ético de toda a sociedade. Capacitismo: o preconceito que muitas vezes passa despercebido Capacitismo é a discriminação e o preconceito contra pessoas com deficiência, muitas vezes baseado na ideia de que há um “corpo padrão” ou uma “forma correta” de ser e existir. Ele aparece em frases como “nossa, você é um exemplo de superação” para tarefas cotidianas, em piadas com deficiência, na exclusão de processos seletivos ou até na falta de acessibilidade mínima em espaços públicos e privados. Combater o capacitismo envolve: Como transformar a data em ações concretas Mais do que posts em redes sociais no dia 3 de dezembro, a luta por direitos deve se traduzir em atitudes práticas ao longo de todo o ano. Algumas formas de contribuir: 1. Rever espaços e serviços 2. Promover informação e formação 3. Dar protagonismo às pessoas com deficiência A luta é coletiva O Dia Internacional de Luta das Pessoas com Deficiência lembra que essa agenda não é “tema de nicho”, mas uma questão de direitos humanos. Quando a sociedade se organiza para eliminar barreiras, avança não só para um grupo específico, mas para todas as pessoas. Mais do que comemorar a data, o convite é: como você, sua instituição ou seu negócio podem ser agentes ativos nessa transformação?

Dia Mundial de Luta contra a Aids: por que 1º de dezembro ainda importa tanto

O Dia Mundial de Luta contra a Aids, celebrado em 1º de dezembro desde 1988, é uma das principais datas globais de mobilização em saúde. Mais do que uma lembrança simbólica, é um chamado anual para olhar de frente para o HIV, combater o preconceito e reforçar o compromisso com a prevenção, o diagnóstico e o tratamento acessíveis a todas as pessoas. Ao longo dos anos, a data ganhou temas que ajudam a guiar campanhas e debates. Em 2024, o lema global foi “Take the rights path” (Siga o caminho dos direitos), reforçando que só será possível acabar com a Aids como ameaça à saúde pública se os direitos humanos forem respeitados e protegidos. Já em 2025, a OMS destaca a necessidade de “superar a desorganização e transformar a resposta à Aids”, frente a cortes de financiamento e desigualdades que ameaçam os avanços conquistados. Os números mostram por que essa mobilização ainda é urgente. Em 2024, cerca de 40,8 milhões de pessoas viviam com HIV no mundo. No mesmo ano, aproximadamente 1,3 milhão de pessoas foram infectadas e cerca de 630 mil morreram por doenças relacionadas à Aids. Apesar da enorme evolução dos tratamentos, a epidemia está longe de ter acabado – e ainda é marcada por desigualdade: mulheres e meninas representam mais da metade das pessoas vivendo com HIV. Se por um lado a ciência avançou, por outro o contexto global traz novos desafios. Relatórios recentes da ONU alertam para cortes significativos em programas de prevenção, testagem e tratamento em vários países, o que ameaça metas como acabar com a Aids como problema de saúde pública até 2030. Sem financiamento adequado, milhões podem perder acesso a serviços essenciais, como profilaxia pré-exposição (PrEP), preservativos, testagem rápida e acompanhamento contínuo. No Brasil e no mundo, o estigma ainda é um dos maiores obstáculos. Muitas pessoas deixam de fazer o teste por medo do julgamento da família, de colegas de trabalho ou até de profissionais de saúde. Esse atraso no diagnóstico piora a qualidade de vida, aumenta o risco de transmissão e alimenta um ciclo silencioso de desinformação. Combater o preconceito é tão importante quanto distribuir medicamentos — e o Dia Mundial de Luta contra a Aids é um palco estratégico para esse debate. Também é fundamental lembrar que viver com HIV hoje não é o mesmo que há 30 ou 40 anos. Com o tratamento adequado, é possível ter qualidade de vida, envelhecer, trabalhar, estudar, amar e planejar o futuro. Pessoas que seguem o tratamento podem atingir a chamada carga viral indetectável, o que significa que o vírus não é encontrado nos exames e não é transmitido por via sexual (o princípio “Indetectável = Intransmissível”, ou I=I). Essa informação, quando divulgada corretamente, reduz medos e preconceitos e fortalece a adesão ao cuidado. A prevenção hoje é combinada: vai muito além do preservativo. Inclui testagem regular, a profilaxia pré-exposição (PrEP), a profilaxia pós-exposição (PEP), o tratamento das pessoas que já vivem com HIV, o acesso à informação de qualidade e políticas que garantam direitos, acolhimento e proteção às populações mais vulneráveis. Em outras palavras, prevenir HIV não é só uma questão individual, mas também social e política. Nesse cenário, comunidades e organizações da sociedade civil têm papel decisivo. Foram elas que, desde o início da epidemia, pressionaram por medicamentos, lutaram contra o estigma e criaram redes de apoio. Até hoje, grupos de pessoas vivendo com HIV, coletivos LGBTI+, movimentos de mulheres, juventudes e organizações comunitárias são protagonistas na construção de estratégias que funcionam na prática, falando a linguagem das pessoas e chegando onde o Estado muitas vezes não chega. O Dia Mundial de Luta contra a Aids, portanto, não é apenas uma data de lembrança: é um convite à ação. É o momento de reforçar campanhas de testagem, ampliar o diálogo em escolas, empresas e serviços de saúde, lembrar das vidas perdidas e, ao mesmo tempo, celebrar cada conquista da ciência, da política e dos movimentos sociais. Cada 1º de dezembro é um lembrete de que a Aids não acabou — mas também de que sabemos o caminho para vencê-la: direitos humanos, financiamento adequado, ciência, informação e respeito. Ao olhar para frente, a mensagem central é clara: ninguém pode ficar para trás. Garantir acesso universal à prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento, com acolhimento e sem discriminação, é a única forma de transformar números em vidas protegidas. O mundo já mostrou que é possível reduzir infecções e mortes. Agora, o desafio é não perder o ritmo — e o Dia Mundial de Luta contra a Aids segue sendo um ponto de partida, ano após ano, para renovar esse compromisso coletivo.

Rio Preto promove nova etapa do Sábado com Vacina

Sete unidades básicas de saúde estarão abertas em 29/11, das 8h às 13h, e o CCZ, das 8h às 14h A Prefeitura de Rio Preto, por meio da Secretaria de Saúde, promove a 11ª etapa da campanha Sábado com Vacina, realizada no dia 29/11, em sete unidades básicas de saúde e no Centro de Controle de Zoonoses. Vacinação para toda a família As UBSs que estarão abertas no sábado são: Estoril, João Paulo II/Jaguaré, Parque Industrial, Solo Sagrado, Santo Antonio, São Deocleciano e Vetorazzo. Toda a família poderá se vacinar das 8h às 13h, apresentando os documentos pessoais e a carteira de vacinação. Todos os imunizantes que fazem parte do Calendário de Vacinação do SUS estarão disponíveis, incluindo vacinas contra meningite, HPV, dengue, gripe, Covid, entre outras. Confira aqui o endereço das unidades Novembro Azul Encerrando a campanha Novembro Azul, de conscientização ao câncer de próstata, as unidades abertas no sábado vão intensificar a coleta do exame PSA para os homens que forem às unidades para vacinação ou acompanhar familiares. O exame PSA faz parte do diagnóstico do câncer de próstata e deve ser feito anualmente por homens a partir dos 50 anos ou a partir dos 45 anos com critérios de risco, como: familiares de primeiro grau com histórico da doença, homens obesos ou homens negros. Vacinação para cães e gatos No sábado, a equipe do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) estará em três pontos da cidade: UBS Parque Industrial, UBS Solo Sagrado e sede do serviço, na rua Projetada 2, 1721, na estância Jockey Club.  Tanto nas unidades de saúde quanto no prédio do CCZ, serão ofertadas vacinas antirrábicas para cães e gatos, a partir dos três meses de vida, além de avaliação de leishmaniose em cães e esporotricose em gatos. Nas unidades, o horário será das 8h às 12h, enquanto o Zoonoses funcionará das 8h às 14h. Para passar pelos serviços, é necessário apresentar documento de identificação e comprovante de residência. O atendimento será realizado por ordem de chegada. A vacina contra raiva deve ser reaplicada nos animais anualmente, garantindo proteção contra a doença.  A UBS Parque Industrial fica na Rua Expedicionários, nº 1.541, Parque Industrial, enquanto a UBS Solo Sagrado fica na Rua Beatriz da Conceição, nº 406, no Solo Sagrado. fonte: https://www.riopreto.sp.gov.br

Dia Nacional de Combate ao Câncer: por que essa data importa para todos nós

O que é o Dia Nacional de Combate ao Câncer No Brasil, o Dia Nacional de Combate ao Câncer é lembrado em 27 de novembro. A data foi instituída pela Portaria do Ministério da Saúde GM nº 707, de dezembro de 1988, com o objetivo de mobilizar a população para os aspectos educativos e sociais no controle da doença, especialmente a prevenção e o diagnóstico precoce. Mais do que uma data no calendário, é um convite coletivo para falar abertamente sobre câncer, combater o medo com informação de qualidade e reforçar que, em muitos casos, é possível prevenir, detectar cedo e tratar com sucesso. O cenário do câncer no Brasil hoje O câncer é um dos maiores problemas de saúde pública no mundo e no Brasil. Trata-se de um conjunto de mais de 100 doenças caracterizadas pelo crescimento desordenado de células que podem invadir tecidos e órgãos e se espalhar para outras partes do corpo. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o país deve registrar cerca de 704 mil novos casos de câncer por ano no triênio de 2023 a 2025. Entre os tipos mais incidentes, destacam-se: Projeções indicam que, se nada mudar, o Brasil pode se aproximar de 1 milhão de novos diagnósticos de câncer por ano até 2040, impulsionados pelo envelhecimento da população, mudanças no estilo de vida e fatores ambientais. Os números impressionam, mas eles também mostram algo importante: há espaço para agir. Parte desses casos poderia ser evitada com medidas de prevenção e hábitos mais saudáveis, além do acesso a serviços de saúde e exames de rastreamento. Fatores de risco que podemos mudar Alguns fatores de risco não podem ser controlados, como idade e predisposição genética. No entanto, uma parcela significativa dos casos de câncer está associada a fatores que podem ser modificados ao longo da vida. Entre eles: Ao mesmo tempo, existem fatores de proteção que reduzem o risco: manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física regular, não fumar, evitar o consumo abusivo de álcool, proteger-se do sol e manter as vacinas em dia (como a vacina contra o HPV e contra a hepatite B, relacionadas à prevenção de alguns tipos de câncer). Prevenção e diagnóstico precoce na prática Falar em prevenção não é apenas repetir recomendações genéricas. É traduzir isso em ações concretas no dia a dia: 1. Cuidar do corpo e da rotina 2. Fazer exames de rotina e rastreamento O diagnóstico precoce é decisivo para aumentar as chances de cura. Em muitos casos, quando o câncer é identificado em estágios iniciais, o tratamento é menos agressivo e com mais possibilidades de sucesso. Entre as estratégias de rastreamento adotadas no Brasil, conforme diretrizes do Ministério da Saúde e do INCA (que podem variar conforme idade, sexo e histórico familiar), estão: É fundamental reforçar: somente profissionais de saúde podem indicar os exames certos para cada pessoa, levando em conta idade, histórico e condições de saúde. Em caso de dúvida, a orientação é procurar uma unidade de saúde, de preferência o serviço de referência do SUS. Aspectos sociais, emocionais e direitos do paciente Combater o câncer não é apenas tratar o tumor. É também: Campanhas como o Dia Nacional de Combate ao Câncer ajudam a reduzir o estigma, dar visibilidade à causa e fortalecer a cobrança por políticas públicas, estrutura adequada de atendimento e suporte aos profissionais que atuam diretamente com pacientes oncológicos. Como cada pessoa pode fazer a sua parte O Dia Nacional de Combate ao Câncer é uma oportunidade para atitudes muito simples, mas poderosas: Mais do que uma data, 27 de novembro nos lembra que câncer não é apenas um número de estatística: são vidas, histórias, famílias e comunidades inteiras impactadas. E justamente por isso, cada gesto de prevenção, cada exame feito na hora certa e cada palavra de apoio fazem diferença. Cuidar hoje é uma forma concreta de salvar vidas amanhã.

COMUNICADO IMPORTANTE

Chegou ao conhecimento do SINSAÚDE Rio Preto que uma pessoa, se passando por representante do Sindicato, esteve em um hospital desta cidade oferecendo e vendendo produtos/serviços aos trabalhadores. O SINSAÚDE esclarece que NÃO conhece tal pessoa e reafirma que NÃO vende, NÃO comercializa e NÃO oferece qualquer tipo de produto ou serviço fora de sua sede. Nossos atendimentos e serviços são realizados exclusivamente em nossos canais oficiais e em ações devidamente divulgadas pelo Sindicato. Diante disso, orientamos: O Sindicato já está adotando as providências cabíveis para proteger os trabalhadores e a imagem da entidade. Dúvidas, fale com o Sindicato:📲 (17) 99794-8476☎️ (17) 3211-2525 📌 Horário de Atendimento do SinSaúde🕗 Segunda a sexta-feira⏰ Manhã: 08h às 11h30⏰ Tarde: 12h30 às 17h 📍 Endereço: Rua Imperial, 843 – Vila Imperial – São José do Rio Preto/SP.

Lei garante fisioterapia no SUS a pacientes que retirarem mama

A assistência fisioterapêutica a pacientes submetidas à retirada da mama agora é garantida por lei. Sancionada na sexta-feira (21) pelo presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, a Lei 15.267, de 2025 determina que o Sistema Único de Saúde (SUS) forneça fisioterapia às pessoas submetidas à mastectomia, cirurgia de remoção parcial ou total da mama, utilizada no tratamento de câncer. A lei foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), que ocorreu nesta segunda-feira (24) e sua aplicação terá início em 180 dias. Atualmente, a Lei 9.797, de 1999, garante às mulheres submetidas à mastectomia o direito à cirurgia plástica reconstrutiva. A nova lei amplia esse direito, incluindo a fisioterapia pelo SUS, quando indicada pelo médico, tanto para mulheres quanto para homens em tratamento de câncer de mama. A norma teve origem no Projeto de Lei (PL) 3.436/2021, do ex-deputado Francisco Jr. (GO) e da deputada Maria Rosas (Republicanos-SP). No Senado, o texto final foi aprovado no final de outubro, com relatório favorável do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR).  Em seu voto, Mecias de Jesus explicou que a fisioterapia é essencial para prevenir e tratar sequelas da cirurgia, como dor crônica, inchaço por acúmulo de líquido, limitação de movimento do ombro, cicatrizes aderidas e perda de força na região. Ele destacou que, embora a integralidade da assistência seja princípio do SUS, a falta de previsão legal específica dificulta o acesso efetivo à fisioterapia. Com a incorporação do direito à lei, o projeto reforça a obrigatoriedade do serviço pelo poder público, contribuindo para a reabilitação e qualidade de vida dos pacientes. “A medida fortalece a política pública de atenção oncológica e valoriza uma abordagem mais humanizada e eficaz no tratamento do câncer de mama”, apontou o senador. Fonte: Agência Senado

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