Uma crise silenciosa. No último ano, o Brasil atingiu uma espécie de recorde (dos ruins): O país atingiu o maior número de afastamentos do trabalho por questões de saúde mental.
Dados inéditos do Ministério da Previdência Social revelam que, em 2024, os afastamentos do trabalho por ansiedade e depressão ultrapassaram os 470 mil casos.
Aos que quiserem entender melhor, aqui vai um gráfico com o registro destes dados nos últimos 10 anos:

Fonte: Ministério da Previdência Social
Sobre as condições
Depressão é um transtorno psiquiátrico marcado por tristeza persistente, perda do prazer e alterações fisiológicas, como cansaço excessivo e problemas no sono. Já a ansiedade é caracterizada por preocupação intensa, apreensão constante e sintomas físicos como palpitação, falta de ar e tensão muscular.
🩺 Ambas afetam o cérebro, alterando neurotransmissores importantes como serotonina, dopamina e noradrenalina, que regulam o humor e a atenção. Esses transtornos reduzem a motivação, dificultam a concentração e provocam exaustão emocional, diminuindo o desempenho profissional.
E com o tempo, o indivíduo pode se afastar do trabalho devido à incapacidade crescente de cumprir tarefas diárias simples.
E agora?
Dados como estes apenas nos mostram que tudo está mais interligado do que poderíamos imaginar.
Na prática, um problema de saúde mental vira um problema de saúde pública, que vira um problema previdenciário, que no futuro pode se tornar um problema econômico. Entendeu o ciclo?
Por esse motivo, banalizar questões associadas à saúde mental é um dos piores erros que podemos cometer enquanto sociedade.
A resposta governamental
Diante da atual crise, o governo federal prometeu buscar medidas mais rígidas para enfrentar o problema.
O Ministério do Trabalho anunciou a atualização da NR-1, que é a norma com as diretrizes sobre saúde no ambiente do trabalho.
Agora, o tema passará a ser muito mais fiscalizado nas empresas e poderá, inclusive, render multas.
É importante destacar que, a partir de 2024, transtornos mentais como burnout, ansiedade, depressão e tentativa de suicídio foram incluídos na Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho (LDRT) pelo Ministério da Saúde. Essa inclusão assegura ao trabalhador a estabilidade no emprego por 12 meses após o retorno ao serviço, caso a doença esteja vinculada ao trabalho.
Embora não disponhamos de dados específicos para São José do Rio Preto referentes a 2025, as tendências observadas até 2024 indicam um aumento significativo nos afastamentos por transtornos mentais.
O SinSaúde Rio Preto tem desempenhado um papel fundamental no apoio aos trabalhadores da saúde que enfrentam transtornos mentais, como ansiedade, depressão e burnout. Oferecemos orientação sobre direitos trabalhistas, suporte jurídico para afastamentos pelo INSS e negociações coletivas para garantir melhores condições de trabalho. Além disso, buscamos implementar medidas de prevenção, como programas de bem-estar no ambiente hospitalar, campanhas de conscientização e acesso a atendimento psicológico.
Se precisar de informações mais detalhadas ou assistência, o sindicato pode ser um importante aliado nesse cenário crescente de problemas de saúde mental no setor. Se você está enfrentando dificuldades no trabalho ou precisa de apoio, o Sindicato da Saúde de Rio Preto está aqui para ajudar.
Conte conosco!
📞 Contato com o sindicato:
Telefone: (17) 3211-2525 ou WhatsApp: (17) 99794-8476
📌 Horário de Atendimento do SinSaúde
🕗 Segunda a Sexta-feira
⏰ Manhã: 08h às 11h30
⏰ Tarde: 12h30 às 17h
Endereço: Rua Imperial, 843 – Vila Imperial – São José do Rio Preto/SP.
Fonte: https://healthtimes.waffle.com.br/