Enquanto o burnout surge do excesso de trabalho, o boreout nasce do oposto: falta de demandas significativas e desafios no ambiente profissional.
Segundo a Gallup, esse é um fenômeno que está impactando consideravelmente a “Geração Z brasileira”.
Sobre o fenômeno 🩺
O boreout é uma síndrome ocupacional caracterizada por tédio crônico, subcarga de trabalho e falta de estímulo intelectual.
- Ela surge quando o indivíduo realiza tarefas repetitivas, pouco desafiadoras ou sem propósito claro, levando à perda de motivação.
Com o tempo, isso pode afetar a saúde mental, gerando sintomas como ansiedade, apatia e baixa autoestima.
A situação no Brasil
Segundo a Gallup, 7 em cada 10 brasileiros estão desengajados no trabalho.A Geração Z, mais imediatista e inovadora, busca mais do que segurança: quer propósito e conexão com o que faz.
- Quando confrontada com rotinas repetitivas, pouca autonomia e estruturas engessadas, a consequência é frustração e queda no engajamento.
👩👦 Pais e mães também vivem essa preocupação dentro de casa. Muitos trabalhadores da saúde, especialmente mulheres com filhos jovens, percebem mudanças no comportamento dos filhos — falta de motivação, desinteresse, cansaço constante — e nem sempre sabem que isso pode ser boreout.
É por isso que o Sinsaúde também tem ampliado sua atenção para esse tema, ouvindo os profissionais e promovendo ações que envolvam saúde mental, bem-estar familiar e apoio emocional.
🗣️ “O sindicato não representa apenas o profissional no ambiente de trabalho, mas também se preocupa com o que afeta sua vida fora dele. Entender e apoiar mães e pais que enfrentam esse desafio com seus filhos é parte da nossa missão. Saúde mental é um direito que começa com informação e acolhimento”, afirma o presidente do Sinsaúde, Reinaldo Dalur.
Embora não exista uma única solução, uma boa alternativa é ouvir o que as novas gerações têm a dizer — e realmente aplicar o conceito de escuta ativa no ambiente de trabalho.